E a cirurgia está feita..

ATENÇÃO

Esse texto era pra ter sido publicado a mais de um mês atrás, mas eu não tava no clima e com dor então foi ficando e ficando e ficando… e hoje saiu.. =)

Pronto..

Como vocês já sabiam por causa dos meus últimos dois textos (deixa de ser preguiço e olha aí no histórico). Eu fiz a cirurgia. Mas calma que ainda não chegamos nela, não aqui pelo menos.  A ultima vez que tiveram noticias minhas eu havia surtado por causa da documentação. No fim das contas, deu tudo certo… Mas o inferno estava por vir, e eu nem sabia…

Uma semana antes da cirurgia eu precisaria começar uma dieta, então na terça a noite fomos, eu, os meninos lá da escola e meus alunos comer pizza. A última refeição de gorda que eu fiz.. Na quarta comecei uma dieta, que foi diminuindo a cada dia… na terça feira eu não podia comer mais nada, passei o dia a base de água e isotônico. Passei muita fome. Mas o objetivo era perder um pouco de peso, limpar e diminuir as alças intestinais e o volume do estômago. A partir das onze de terça eu não podia mais ingirir absolutamente nada, nem água. Pois é jejum absoluto.

Dei entrada no hospital as 9 horas da manhã. Ainda em jejum. A enfermeira veio ao meu quarto trouxe a minha camisola super sexy aberta nas costas, verificou minha pressão que estava alta na hora, então ela disse que eu precisava me acalmar porque a se a pressão estivesse alta eu não seria operada. Ela saiu da sala e disse que voltaria mais tarde. Fiquei assistindo tv e me acalmei. Mas quando ela voltou com a maca pra me buscar e levar pro centro cirurgico eu comecei a ficar nervosa outra vez… Quem não ficaria não é?

Já no centro cirurgico e com o soro colocado, chorei um pouquinho, mas logo passou quando fui pra sala de cirurgia estava bem tranquila. Fiquei conversando com a anestesista, que foi super gente boa! Quando o cirurgião entrou no centro ciruurgico ela já me anestesiou e disse: “Agora eu vou por o remédio aqui e você vai começar se sentir tonta.” Eu não pensei que fosse tão rápido. Estava olhando pra parede quando o médico chegou e me cumprimentou eu virei rápido e já senti uma tontura e disse: “Nooooossaaaa já to tonta!!” Aí briguei com ele porque ele me fez passar fome.. e apaguei!

Depois disso lembro da enfermeira falando pra eu respirar, e o meu primo falando que estava tudo bem que a cirurgia tinha sido um sucesso! Depois disso, só lembro quando estava no quarto, com muita dor na bexiga! Sim, porque eu não comi, mas estava com soro desde as 11 da manhã, quando cheguei no quarto já era umas quatro e meia mais ou menos. Como não colocaram a sonda quando eu estava anestesiada, eu pedi pra ir ao banheiro, e me trouxeram uma ‘comadre’. Se você não sabe o que é uma comadre vá no google e pesquise. Mas eu explico, é tipo um penico pra mulheres usarem na cama. Acontece que a pessoa aqui não conseguia usar a tal da comadre. Então vinha uma vontade de ir ao banheiro e eu ‘gritava’ que queria fazer xixi..

Eu: xixiii..
Enfermeira: Vamo por a comadre.
a Carol tenta, tenta.. tenta e nada…
Eu: tira a comadre, eu não consigo..

e o mesmo diálogo rolou por mais ou menos meia hora até que eu falei que não ia fazer o xixi na comadre…

Enfermeira: Vamos colocar a sonda então…
Eu: Não.. eu não quero, porque não colocaram na sala de cirurgia? Eu quero ir ao banheiro!

No fim das contas chamaram a fisioterapeuta pra me levantar e aí eu fui ao banheiro! Pronto estava realizada!

Bom, depois da cirurgia eu não podia comer nada, por causa da cicatrização.. então os 15 primeiros dias eu só podia me alimentar de líquidos, não conseguia tomar os caldos salgados porque não descia direito…. não foi tão difícil porque eu não sentia fome, ainda não sinto, mas no fim dos quinze dias eu já tava enjoada… No próximos 15 dias eu já podia comer papinhas.. Yay! Pois é, batatinha amassada, sopinha amassada, tudo amassado…  Aí já deu um mês de cirurgia…

O problema, é que quando comecei a comer, comecei a passar mal, sentia muito ansia e indisposição.. eu me sentia fraca e tinha medo de comer e passar mal. Como posso comunicar-me com  o médico através de sms, mandei uma mensagem pra ele e ele já me passou o remédio, melhorou um pouco mas não estava 100% ainda.

Quando voltei ao médico, semana passada, eu levei uma bronca porque emagreci muito! 17kg em um mês. Expliquei sobre a medicação e ele trocou, disse que eu tava passando mal porque a ligação do estomago com o intestino ainda estava um pouco sensível, e eu estava possivelmente com um pequena gastrite, já que o estômago ainda está super sensível.

Nessa quarta feira fará um mês e duas semanas de cirurgia, eu já me sinto muito bem, já voltei para a academia.. Sim, estou puxando ferro, porque eu sou obrigada, de verdade! E já posso comer de tudo! Eba.. o que não quer dizer que eu coma, mas estou experimentando de tudo… Inclusive as coisas que eu não gostava antes, porque acreditem ou não os sabores mudam. É… E o olfato parece de um cão farejador, eu sinto cheiro de tudo! Mas estou muito bem obrigada! Feliz com a cirurgia e o resultado!

 

 

Agora você já sabe o que fazer! Comenta aí se tiver alguma coisa pra dizer…

 

E aí eu surtei…

Bom.. enrolei um pouco pra escrever esse..  Procrastinação é meu sobrenome quase.. dentro desse contexto. Fato é que eu não estava inspirada o suficiente pra escrever, não que agora eu esteja ou coisa assim…

Here we go…

Como vocês já sabem eu farei a bariatrica, Eu não tenho certeza se expliquei tudinho aqui, mas deu pra ter uma idéia. Pois então, vou fazer a bendita cirurgia pela UNIMED,  assim que eu cheguei de Curitiba, da minha ultima consulta eu fui lá na unimed pra pedir a liberação, mas a menina que me atendeu disse que era pra eu voltar depois do dia cinco desse mês, caso contrário a guia de liberação seria cancelada antes da data da cirurgia, que a propósito será dia 23, e sim eu estou cada dia mais nervosa, como eu jah disse.  Continuando, na sexta feira passada fui almoçar com meu pai no restaurante do meu tio e o assunto da cirurgia surgiu. E foi mais ou menos assim:

– E se a unimed não liberar como vocês vão fazer?
– Aí eu não sei. Eu não faço idéia de quanto é, então não vou mandar fazer.
– Mas será que libera?
– Eu acho que sim. Acho que não terá problema não.

Só pra constar a conversa foi entre o meu pai e a namorada.

Nesse momento eu já comecei a ficar meio desesperada, pensei: ‘Putz tudo isso pra nada, se a Unimed não liberar eu não vou fazer essa cirurgia mais.’ Cheguei em casa e fui tentar marcar uma consulta com a nutricionista aqui, porque essa foi a informçao passada a minha pessoa lá na unimed, mesmo eu já tendo consultado uma nutricionista lá em Curitiba. Eu não entendi mas fui atrás. O problema foi eu não consegui a danada da consulta, só tinha horário pro dia 17, que como você bem sabe, será nessa quinta-feira, acontece que eu estou indo pra Curitiba na segunda, ou seja, não daria tempo da liberação ficar pronta. Eu cheguei até ser um pouco grossa com as pessoas no telefone, então se você falou comigo na sexta-feira retrasada, eu sinto muito! Quando tudo começou dar errado eu simplesmente surtei! E como eu reagi a isso? Mandando um email pro médico, falando que tava dando tudo errado e que não ia dar certo mais e eu até perguntei o preço da cirurgia. Olha o desespero da pessoa… quando tudo isso aí começou a dar errado, eu surtei, não existre outra palavra, eu pensava: ‘Agora pronto, a unimed não vai liberar, meu pai não vai pagar, e eu vou ter que ou me conformar em ser gorda o resto da vida, ou começar a literalmente não comer mais nada a não ser beber água nesse instante. Such a drama queen – I know, mas foi o que eu realmente pensei. Como o título do email era “Dúvida – urgente” e o conteúdo era de uma pessoa realmente alterada, assim que o meu médico leu o email, ele ligou pra minha casa. Só que nessa hora eu já estava lá na Unimed, como eu não consegui falar com a pessoa responsável lá pelo telefone, minha mãe disse que era melhor eu ir lá pessoalmente. Então eu fui fazer plantão até a mulher sair da reunião. Resolvi tudo por lá e voltei pra casa. quando cheguei que fiquei sabendo que o médico tinha ligado todo preocupado porque eu estava desesperada, e tinha até perguntado o preço da cirurgia e o que foi que a minha mãe super apoiadora respondeu pro médico?

“Não liga não doutor, ela tá louca mesmo!”

Com uma mãe dessas quem precisa de inimigos ou bullys hein? Pois é..

No fim das contas tudo deu certo, por enquanto, porque ainda não sei se a cirurgia foi ou não liberada, mas como eles me disseram que se tivesse problemas ligariam e ainda não ligaram, imagino eu que está tudo dando certo. Mas passei três dias inteiros correndo atrás de documentações para anexar ao meu pedido. E mais uma vez eu descubro como alguns médicos realmente não colaboram com processo algum, quando você precisa, a não ser que marque consulta e faças exames, mesmo que eles só precisem preencher uma folha com data, imc e o tratamento recomendado na época. Difícil!

Claro que eu, no mesmo dia já escrevi um outro email pedindo desculpas para o médico, porque ninguém merece né, uma louca surtando, nem por email. Na verdade alguns até merecem..  não?

Mais uma vez, qualquer pergunta é só deixar um comentário.

PS:  Não, eu não revisei o texto. Não, eu não vou revisar. Pelo menos por enquanto.

E aí eu decidi fazer a cirurgia…

Quem me conhece sabe que eu sempre fui gorda, há quem diga “claro que não, você não foi/é gooorda”, ok pessoas, não precisa dizer que sou gorda, mas mentir também é muito feio. Em alguns periodos da minha vida eu fui apenas uma menina acima do peso e não GORDA, gorda. Mesmo assim se comparada as outras meninas da minha idade eu era. Fim.

Eu tentei várias coisa para emagrecer, tentei reeducação alimentar, exercícios, tentei os dois, algumas dietas meio maluca, tomei remédio. E algumas dessas tententativas funcionaram, pelo menos por um tempo. Quando eu tomei remédios por exemplo eu cheguei a pesar 63kg o que é o ideal para a minha altura, 1,70m. Fiquei megra por uns tres meses, mas aí os remédios me cansaram e eu desisti de tomá-los o que como você pode imaginar me fez ganhar peso outra vez. Por que os remédios me cansaram? Simplesmente porque os efeitos colaterais eram horriveis, eu tinha muito sono, eu fiquei deprimida e dopada. Eu sei que tudo tem um preços, mas eu pedi para o médico trocá-los ele não o fez e eu literalmente joguei todo o dinheiro que meu pai gastou comigo com viagens, consultas e remédios no lixo. Não, eu não me orgulho disso.

No fim do ano passado eu comecei a academia, o caso é, eu odeio! Odeio de verdade, o resultado é legal e tal, mas eu não tenho vontade ir, porque eu não gosto, não é prazeiroso pra mim. Mas eu estava indo. Estou, ainda, mas bem menos do que antes.

No ano novo alguns parentes nossos vieram passar a virada aqui com a gente.  Um deles é ortopedista em Curitiba, e ele comentou com meu pai que tinha um médico amigo dele com uma equipe bem legal que estava fazendo um ótimo trabalho. E ele perguntou se meu pai não achava que seria uma boa idéia fazer a gastroplastia. Meu disse que conversaria comigo. E ele conversou comigo, o próprio primo conversou comigo, dizendo que o processo agora já eh bem simples, a recuperação é ótima e todo o blá blá blá. Enfim, decidi: entraria na faca.

Marcamos uma consulta e fomos até Curitiba, como não somos bobos, aproveitamos e passamos um fim de semana na casa dos parentes de lá. Unir o util e o agradável né, minha gente!.. Sempre bom! Eu gostei muito do médico, ele é novo, conversa muito com a gente e nos deixou bem tranquilos. No entanto decidimos que iríamos com calma. O médico pediu um montão de exames, muitos mesmos, eu nunca fiz tanto exame em toda a minha vida como fiz dessa vez. Foram feitos todos os tipos de exames de sangue possíveis, para descobrir como eu estava. Nesse primeiro momento estavamos verificando quanto a obesidade havia afetados a minha saúde. Então fui encaminhada, para um ortopedista, um cardiologista, um psicologo, um endocrinologista. Em cada um desses médicos fiz exames diferentes. O cirurgião, a endrócrino e o psicólogo são de Curitiba. Os demais são daqui mesmo. Fui super bem atendida por todos eles. Descobrimos pela ressonância que fiz no joelho (aliás… que exame mais chato, sennhoras e senhores, você não pode fazer nenhum movimento, por meia hora, e é justamente nessa hora que fosse quer tossir, espirrar, coçar-se, só pq você não pode) que ele era de fato podre. Na verdade, não foi uma descoberta, foi só uma confirmação. O restante estava normal, menos o colesterol que tava um pouquinho alto, mas considerando o meu peso, estava normal. Acontece que quando fui ao médico pela primeira fez a pressão estava um pouco alta, e depois normalizou. Antes de levar os resultados dos exames foi meu aniversário, colação de grau, carnaval e etc. Acontece que eu passei mal no meu aniversário. A minha pressão chegou a 18/11 se eu não me engano mas é alguma coisa perto disso. O cirurgião decidiu pedir um exame para verificar se era apenas um evento isolado ou se eu estava realmente com a pressão alta. Eu estava minha pressão chegou a 20/12 durante o exame. Se você não está entendendo o que eu estou falando o exame é feito da seguinte forma: Você vai ao consultorio e eles colocam aquele negócio no braço que infla para medir a pressão no seu braço e uma maquina que está programa para verificar sua pressão de 15 em 15 minutos durante o dia e de 30 em 30 minutos durante a noite, super agradável! Você fica com a aparelho um dia inteiro e o médico consegue saber se são eventos isolados ou se de fato a pessoa está hipertensa. O que foi o meu caso. Calma para a alegria de todos, ou não, eu não morrerei do coração. estou devidamente medicada.

Verificado todas essas coisas, o médico pediu então exames pré-operatórios, com um médico vascular e um pneumatologista. Mais dois médicos para a minha coleção Yay! Tudo certo, voltamos ao médico e finalmente marcamos a cirurgia. Será dia 23/05, ou seja daqui exatamente 22 dias. Eu to ficando ansiosa e já quero comer tudo o que posso antes da cirurgia porque depois eu não poderei comer normal mais. O pós-operatório é simples e disseram as pessoas que já fizeram a cirurgia que não é dificil porque você não sente fome. Mas a gente nunca sabe né! Ficarei só dois dias no hospital, se tudo correr bem,  depois ficarei na casa de uma tia lá em Curitiba, porque não poderei viajar asntes de 15 dias. Nos primeiros 15 dias depois da cirurgia eu não posso comer absolutamente nada, apenas liquidos, e apenas 50ml de cada vez. Nos outros 15 dias entra a dieta pastosa, que consiste obviamente em alimentos pastosos, purês, polentas, e coisas esmagradas, mas sempre bem pouquinho. E só depois de um mês que vou poder voltar a comer de tudo. Comer de tudo mas não comer normalmente, até porque se comer normalmente como antes, engordarei tudo outra vez. E esse definitivamente não é o meu objetivo.

Como isso tá ficando longo e eu só queria contar como e porque eu decidi fazer a cirurgia, vou para aqui. Mas por favor, se tiver alguma pergunta, não tenha vergonha de comentar e perguntar o que quiser!

PS: eu não revisei o texto, por isso você deve ter encontrado muitos erros de pontuação, acentuação e até concordância. Também deve ter aparecido erros de digitação e grafia mesmo! Como de costume eu sempre publico antes de revisar e já digo o porquê. Porque se eu for revisar antes eu simplesmente não publico. Então sim, eu cometo erros, muitas vezes absurdos, deal with it!

PS2: pretendo fazer outro texto sobre o assunto, mas a gnt nunca sabe!

Marley e eu

Há algum tempo atrás assisti ao filme Marley e eu. Lembro-me de ter gostado, mas não lembrava mais a historia e queria ler o livro. Um dia chego à casa da minha avó e vejo o livro em cima do balcão que fica na sala de jantar. Pergunto de quem é e minha tia que mora lá, me diz que comprou pros filhos, mas que eles não estavam lendo. Perguntei se alguém estava lendo ao obter uma resposta negativa, pedi emprestado. Com a loucura do fim do meu ultimo ano da faculdade, provas e relatórios pra fazer, não estava tendo muito tempo para leituras seculares (não que eu realmente lia tudo da faculdade, enfim…). Finalmente quando tudo acabou entrei de cabeça no livro. Não sei se por ter adquirido um labrador recentemente e me apaixonada por aquela gorda, preta, gostosa, mais linda do mundo ou simplesmente por gostar de cachorros me via dentro do livro o tempo todo. E muitas vezes comparava Marley a minha Lazy. O nome Lazy foi dado a ela porque no primeiro dia em casa essa bichinha dormia o tempo todo. Eram dois passos e um cochilo, mas dois passos e outro cochilo. E assim foi por dois dias, o que a gente não sabia é que ela ainda estava sob efeito da vacina tomada recentemente. O que justifica agora a comparação feita.

Essa é a Lazy bebezinha! Realmente lazy
Essa é uma das fotos mais recentes que tirei.
E agora nadando… como gosta de água meudeus!

Continuando…

Gostei muito do livro e da historia de Grogan com Marley, como ele se apegou ao cachorro e como o cachorro era fiel e divertido. Ri e chorei com Marley. Embora em alguns pontos a historia fica monótona e dá vontade parar de ler ou simplesmente pular aquele capitulo ou parte especifica, mas em geral é um livro divertido, especialmente se você é dono de um labrador. Parece que todos eles são igualmente aloprados e brincalhões e gostam muito de gente. A Lazy acha que todo bípede é amigo dela. Quando saiu pra passear ela sai correndo quando vê alguém e se a pessoa deixar ela pula e faz a maior festa. O problema é a minha mão que fica toda machucada por causa da corrente. Depois de varias dias de mão machucada eu comprei uma guia e um enforcador, não que resolva muita coisa, mas enfim. Voltando ao Marley, o livro me fez rir e chorar… houve um episodio em que estava na academia, sim, porque eu sou a única louca que leva um livro pra academia. Ah o tempo não passa quando você está fazendo esteira ou bicicleta, eu então levo um livro e leio! Leio mesmo, e daí?

Eu estava caminhando na esteira e absorta na leitura, eu ria das palhaçadas de Marley, mas no fim eu estava chorando. Ninguém sabia o que estava acontecendo eu ria, depois chorava. Porque fazer esteira e ler ao mesmo já uma coisa completamente normal.. Então eu precisava deixar a coisa toda mais estranha chorando e rindo enquanto fazia isso.

O livro foi muito bem traduzido, já que não tive acesso ao original e sim a tradução. Como dona de um labrador sei que Grogan mostrou a essência de Marley. É um ótimo livro para amantes de cachorros, e para os que gostam de ler em geral. É uma leitura envolvente. Você não consegue perceber o tempo passar, só quer ler uma pagina após a outra um capitulo após o outro, embora haja algumas passagens monótonas, isso não influencia no todo. Vale a pena ler!

Como todo bom leitor, após ler o livro, fui assistir ao filme. Eles captaram bem a essência de Marley e  achei que colocar Jeniffer Aniston no papel de Jenny foi uma boa escolha. E claro não poderia deixar de apreciar o nosso querido ‘Sloan’ como amigo de Grogan. Embora o filme não seja exatamente igual o livro, ele mostra a essência do cachorro Marley e da família Grogan como um todo. Eu, na minha modesta opinião de nada, acho que foi um adaptação muito feliz. Vale a pena assistir o filme também. Mas sou a favor de ler o livro primeiro… adaptações são sempre adaptações, não tem a mesma emoção do original. Leia e assista principalmente se quer um labrador como cão de estimação!

A experiência é bem o que mostra lá mesmo!

O som desagradável

               No dia seguinte ao incidente da chuva, ou seja, no domingo, fomos a praia de manhã. O dia estava muito bonito. Muito sol. A agua estava muito gelada, mas muito limpa. Aproveitamos o máximo que pudemos durante a manhã. De novo li algumas paginas do livro antes de entrar na agua. Sim, eu sou dessas que carrega um livro pra todo lugar, a gente nunca sabe quando o assunto vai acabar ou quando o tédio vai tirar o dia pra ficar ao nosso lado. Nessas horas é sempre bom ter um livro a mão. O tempo passa realmente muito rápido quando está lendo! Enfim, aproveitamos muito. Depois do almoço dormimos um pouquinho, porque afinal ninguém é de ferro, não é? E se a gente não puder dormir depois do almoço nem nas férias, quando poderíamos?

               A tarde é que a coisa complicou… Como todo mundo sabe as tarde praianas são quase sempre chuvosas… Eram cinco horas mais ou menos quando sai pra ir a praia de novo. Peguei minha toalha, a bolsa, o livro e parti. O meu plano era sentar na sombra do guarda sol, sim, porque eu sou branca e já estava vermelha do sol da manhã, e ler até cansar. Cheguei lá, coloquei a toalha na sombra sentei, abri o livro e comecei a ler. Mas, pra variar o tempo fechou, diferentemente do outro dia, as nuvens não estavam tão escuras e as pessoas não correram apavoradas, alguns pingos e a chuva já tinha passado. Protegida pelo guarda sol eu continuei lendo sem prestar muita atenção ao meu redor, só sei da chuva porque o vento carregou alguns pingos para as paginas do livro. Até aqui tudo estava lindo. Até mandei uma foto que tirei pra alguém, fazendo inveja…

               Acontece que alegria de pobre dura muito pouco. Escutei um carro estacionando na calçada, muito próximo a areia, o barulho do motor já não era legal e eu não pude deixar de notar que o som do carro estava ligado. De repente o som aumenta do nada. Olhei pra trás assustada, vi alguns homens ou moleques, não sei bem como identifica-los com cervejas na mão e abrindo o porta-malas do carro. A musica estava realmente muito alta, eu precisei forçar pra conseguir me concentrar na historia do meu livro. Todos estavam incomodados e os engraçadinhos nem se deram conta. Não bastasse o som alto, a música era terrível e eles não conseguiam decidir que musica colocar tocar, a única musica que tocou inteira, foi a mais badalada de todos os tempos… Nossa, nossa, assim você me mata… Pensei que morreria, porque ela tocou umas quatro vezes durante a hora que os infelizes ali estavam. Por um estante achei que alguma musica salvaria a alma daquelas criaturas quando escutei as primeiras palavras de Billionaire do Bruno Mars..  Mas não foi mais do que I wanna be a bi…. Pois é.. E eu precisei ficar escutando sertanejo por uma hora, num volume altíssimo, tentando ler… Eu normalmente consigo ler mesmo com barulho, mas só quando o volume está agradável, mesmo que esteja alto, mas agradável… Nada contra sertanejo, mas além de não combinar com praia, nunca deixavam uma musica inteira tocando, eu estava a ponto de explodir e pedir socorro, ou gritar com eles quando eles finalmente perceberam que não eram bem vindos, não que importasse pra eles, mas acho que perceberam que ninguém ligava pro som deles e que na verdade ninguém curtia aquilo, e finalmente foram embora. Aí eu, e todas as pessoas que ali estavam, enfim pudemos desfrutar do entardecer na areia da praia, com o vento refrescando a pele e o som agradabilíssimo do mar, e só do mar!

A chuva

Antes do texto propriamente dito, breves esclarecimentos.

Eu disse pra algumas pessoas que escreveria sobre meu ultimo ano de faculdade, mas não consigo consumar a idéia de que acabou. E também não estou afim de chorar agora… Portanto esperarei mais um pouquinho!

Tenho mais alguns textos já escritos pra publicar também então talvez esse blog abandonado justamente por causa do ultimo ano de faculdade, será tirado das cinzas e revitalizado com textos mais frequentes. Não que alguém se importe, mas enfim…

Também não sei como ficará a configuração do texto a seguir porque eu só copiei e colei do word.. portanto deal with it!

ok.. agora sim..  ao texto..

É engraçado praia com chuva. Quando sai pra ir a praia achei, pela sorte que tenho, que choveria todos os dias. Chegamos no sábado a tarde, umas três horas… Arrumamos tudo no apartamento, fomos ao mercado e resolvemos ir a praia de fato, chegando lá o tempo fechou, as nuvens estavam bem escuras e carregadas. Pensei comigo, “Vai passar, tá ventando bastante!” Coloquei minha toalha na areia Sentei e abri meu livro. Não demorou muito para escutarmos trovões e até vermos alguns relâmpagos. Ainda na vibe “Relaxa Carol, vai passar!” olhei pro meu pai que estava jogando bola com o meu irmão. Nem sinal de preocupação. Passei então a observar as pessoas. Mães gritavam seus filhos e pediam pra sair da agua. Outras mulheres recolhiam as toalhas e os guarda-sóis, saiam arrastando as crianças, cadeiras e toalhas. Como se o céu pudesse despencar a qualquer momento. Abaixei minha cabeça outra vez e continuei lendo o primeiro paragrafo do capitulo, afinal era só uma nuvem escura. De repente uma gota.. Depois outra… Olhei meu pai outra vez, ele continuava jogando bola. Voltei ao livro, ainda no primeiro paragrafo. Outro pingo. Olhei em volta, mulheres, homens e crianças apavoradas, correndo para algum abrigo… Eu não entendi muito bem, elas já estavam molhadas, não era preciso correr. Olhei o céu, o tempo estava bem feio, de verdade. Voltei ao livro, certamente a chuva não passaria de alguns pingos, julgando pela velocidade do vento as nuvens escuras e carregadas passariam logo. Havia esperança. Outro pingo mais um, outro e outro e escuto meu pai: “Carol, não vai ter jeito, vamos ter que ir!” Olhei pro céu, sorri e pensei ‘tudo bem, o que posso fazer?!’ Fechei o livro, sacudi a toalha, coloquei tudo na bolsa e viemos embora. No caminho comentei “saímos correndo, aí a gente chega ao apartamento e a chuva para” Chegamos no apartamento e o céu já abria de novo. Tive uma breve conversa com o senhor do tempo: “Você só pode estar de brincadeira comigo?!?” No fim acabou chovendo durante uma hora mais ou menos. O engraçado de tudo isso foi ver as pessoas desesperadas, como se aquele tempo que armou fosse um ensaio para o fim do mundo se não o próprio, em poucos minutos a praia estava vazia. Tudo bem que tinha uma nuvem bem escura em cima de nós, mas pra quê todo o desespero, medo de se molhar como já disse não faz o menor sentido, raios talvez, mas não formou uma tempestade, apesar das nuvens bem carregadas, era apenas uma chuva. Não precisava ser um meteorologista pra saber. Todo esse desespero para uma hora de chuva que nem foi tão intensa. Sorte do ser que decide quando chove ou não. Por que vir a praia e ficar no apartamento o dia todo não dá não!

Sobre o Muffato…

Só pra constar o texto abaixo não é meu.. foi meu pai quem escreveu.

 

 

Na tarde de ontem, o pessoal ‘estrategicamente” simulou um happy hour (nem sei se está correta a escrita), mas se assim não for, simularam um “momento feliz”, indo ao Muffato, sob o pretexto de tomar um chopp, mas na verdade, foram fazer uma análise de mercado. Não pude ir, pois fiquei preso à outros projetos de menor importância, porém fiquei sabendo que, enquanto os nossos colegas de sala, levantavam seus esguios copos dourados, simulando apreciar aquele líquido de gosto amargo, porém gelado, diga-se “detestável” (mas o que não se faz por amor à pesquisa..), na verdade estavam eles, analisando o perfil do consumidor Paranavaiense, alimentados pelo sonho de consumir num local bonito. Descobriram nossos “pesquisadores”, escondidos por trás de suas taças com liquido dourado, que agora as pessoas, gastam as suas economias, “com alegria” e que as pessoas, não compram somente o que precisam, mas investem em sonhos quase irreais, até então, como por exemplo “televisores de 42””, mesmo que esse sonho, tenha um preço para ser pago em 20 (vinte) vezes. Descobriram os pesquisadores, ao pisar o solo brilhante do granito claro, que mais de 1500 famílias de Paranavaí, de forma “emocional” se tornaram reféns dos investidores, por pelo menos 20 meses, comprometendo grande parte de suas rendas, só para assistir a novela, numa tela, mais fininha,. Ahhhh, mas não é só isso. Paranavaí, mudou. Agora as mulheres, que antes se empurravam nas filas linguicíneas (construção gramatical minha que significa = tipo linguiça), do São Francisco, esperando a vez para pagar a “compra”, agora comparecem ao mercado, de saltos altos, maquiadas, e antes de se dirigirem ao mesmo, vão ao cabelereiro. Percebam a mudança comportamental. Agora as pessoas estão correndo às concessionárias de veículos, fazendo pedidos de carros novos, pois afinal o estacionamento do Muffato, ficou tão bonito…. Gente, e aquela rampa que anda sozinha.. é perfeita! Outro fato importante notado por nossa equipe de pesquisadores: Paranavaí, só tem “um” monte de gente. Quando tem exposição, o referido “único monte”, está no parque de exposições e a cidade fica deserta. Se tem um show importante, o “monte único”, vai para o show e a cidade fica deserta, se tem um jogo de futebol interessante como foi a final ACP X CORITIBA, o monte vai para o estádio e a cidade, fica deserta. Agora o monte se localizou justamente no Muffato. Gente, precisa pulverizar um pouco. Se cair uma bomba no Muffato, perderemos 95% da população, isso é terrível… Ouvi dizer que, que o novo Hotel, foi construído num local, totalmente inadequado, sabe porque? é longe do Mufatto! O Mufatto agora é referência: sabe o posto perto de mufatto? e quando abrir o shopping Cidade? Vamos combinar uma coisa: Quando abrir o shopping, que as lojas Americanas, façam oferta de outra coisa, televisor não! Acredito que a pesquisa vai avançar mais, o tempo foi curto para poderemos aferir todas as mudanças, mas o que é aquilo? Tem gente que só agora descobrir que a esfirra daquela mulher é boa mesmo! Confesso que o Pedro (meu filho) é um frequesão daquela esfirra, mas a esfirra lá da praça de alimentação…. hummmmmm! Sabe, o local, agrega sabor até a esfirra e não importa o preço, é bom ir no Muffato e acabou! Continuamos no próximo capítulo. Ahhh O Guguy está com umas ofertas essa semana…. Imperdíveis!