O som desagradável

               No dia seguinte ao incidente da chuva, ou seja, no domingo, fomos a praia de manhã. O dia estava muito bonito. Muito sol. A agua estava muito gelada, mas muito limpa. Aproveitamos o máximo que pudemos durante a manhã. De novo li algumas paginas do livro antes de entrar na agua. Sim, eu sou dessas que carrega um livro pra todo lugar, a gente nunca sabe quando o assunto vai acabar ou quando o tédio vai tirar o dia pra ficar ao nosso lado. Nessas horas é sempre bom ter um livro a mão. O tempo passa realmente muito rápido quando está lendo! Enfim, aproveitamos muito. Depois do almoço dormimos um pouquinho, porque afinal ninguém é de ferro, não é? E se a gente não puder dormir depois do almoço nem nas férias, quando poderíamos?

               A tarde é que a coisa complicou… Como todo mundo sabe as tarde praianas são quase sempre chuvosas… Eram cinco horas mais ou menos quando sai pra ir a praia de novo. Peguei minha toalha, a bolsa, o livro e parti. O meu plano era sentar na sombra do guarda sol, sim, porque eu sou branca e já estava vermelha do sol da manhã, e ler até cansar. Cheguei lá, coloquei a toalha na sombra sentei, abri o livro e comecei a ler. Mas, pra variar o tempo fechou, diferentemente do outro dia, as nuvens não estavam tão escuras e as pessoas não correram apavoradas, alguns pingos e a chuva já tinha passado. Protegida pelo guarda sol eu continuei lendo sem prestar muita atenção ao meu redor, só sei da chuva porque o vento carregou alguns pingos para as paginas do livro. Até aqui tudo estava lindo. Até mandei uma foto que tirei pra alguém, fazendo inveja…

               Acontece que alegria de pobre dura muito pouco. Escutei um carro estacionando na calçada, muito próximo a areia, o barulho do motor já não era legal e eu não pude deixar de notar que o som do carro estava ligado. De repente o som aumenta do nada. Olhei pra trás assustada, vi alguns homens ou moleques, não sei bem como identifica-los com cervejas na mão e abrindo o porta-malas do carro. A musica estava realmente muito alta, eu precisei forçar pra conseguir me concentrar na historia do meu livro. Todos estavam incomodados e os engraçadinhos nem se deram conta. Não bastasse o som alto, a música era terrível e eles não conseguiam decidir que musica colocar tocar, a única musica que tocou inteira, foi a mais badalada de todos os tempos… Nossa, nossa, assim você me mata… Pensei que morreria, porque ela tocou umas quatro vezes durante a hora que os infelizes ali estavam. Por um estante achei que alguma musica salvaria a alma daquelas criaturas quando escutei as primeiras palavras de Billionaire do Bruno Mars..  Mas não foi mais do que I wanna be a bi…. Pois é.. E eu precisei ficar escutando sertanejo por uma hora, num volume altíssimo, tentando ler… Eu normalmente consigo ler mesmo com barulho, mas só quando o volume está agradável, mesmo que esteja alto, mas agradável… Nada contra sertanejo, mas além de não combinar com praia, nunca deixavam uma musica inteira tocando, eu estava a ponto de explodir e pedir socorro, ou gritar com eles quando eles finalmente perceberam que não eram bem vindos, não que importasse pra eles, mas acho que perceberam que ninguém ligava pro som deles e que na verdade ninguém curtia aquilo, e finalmente foram embora. Aí eu, e todas as pessoas que ali estavam, enfim pudemos desfrutar do entardecer na areia da praia, com o vento refrescando a pele e o som agradabilíssimo do mar, e só do mar!

A chuva

Antes do texto propriamente dito, breves esclarecimentos.

Eu disse pra algumas pessoas que escreveria sobre meu ultimo ano de faculdade, mas não consigo consumar a idéia de que acabou. E também não estou afim de chorar agora… Portanto esperarei mais um pouquinho!

Tenho mais alguns textos já escritos pra publicar também então talvez esse blog abandonado justamente por causa do ultimo ano de faculdade, será tirado das cinzas e revitalizado com textos mais frequentes. Não que alguém se importe, mas enfim…

Também não sei como ficará a configuração do texto a seguir porque eu só copiei e colei do word.. portanto deal with it!

ok.. agora sim..  ao texto..

É engraçado praia com chuva. Quando sai pra ir a praia achei, pela sorte que tenho, que choveria todos os dias. Chegamos no sábado a tarde, umas três horas… Arrumamos tudo no apartamento, fomos ao mercado e resolvemos ir a praia de fato, chegando lá o tempo fechou, as nuvens estavam bem escuras e carregadas. Pensei comigo, “Vai passar, tá ventando bastante!” Coloquei minha toalha na areia Sentei e abri meu livro. Não demorou muito para escutarmos trovões e até vermos alguns relâmpagos. Ainda na vibe “Relaxa Carol, vai passar!” olhei pro meu pai que estava jogando bola com o meu irmão. Nem sinal de preocupação. Passei então a observar as pessoas. Mães gritavam seus filhos e pediam pra sair da agua. Outras mulheres recolhiam as toalhas e os guarda-sóis, saiam arrastando as crianças, cadeiras e toalhas. Como se o céu pudesse despencar a qualquer momento. Abaixei minha cabeça outra vez e continuei lendo o primeiro paragrafo do capitulo, afinal era só uma nuvem escura. De repente uma gota.. Depois outra… Olhei meu pai outra vez, ele continuava jogando bola. Voltei ao livro, ainda no primeiro paragrafo. Outro pingo. Olhei em volta, mulheres, homens e crianças apavoradas, correndo para algum abrigo… Eu não entendi muito bem, elas já estavam molhadas, não era preciso correr. Olhei o céu, o tempo estava bem feio, de verdade. Voltei ao livro, certamente a chuva não passaria de alguns pingos, julgando pela velocidade do vento as nuvens escuras e carregadas passariam logo. Havia esperança. Outro pingo mais um, outro e outro e escuto meu pai: “Carol, não vai ter jeito, vamos ter que ir!” Olhei pro céu, sorri e pensei ‘tudo bem, o que posso fazer?!’ Fechei o livro, sacudi a toalha, coloquei tudo na bolsa e viemos embora. No caminho comentei “saímos correndo, aí a gente chega ao apartamento e a chuva para” Chegamos no apartamento e o céu já abria de novo. Tive uma breve conversa com o senhor do tempo: “Você só pode estar de brincadeira comigo?!?” No fim acabou chovendo durante uma hora mais ou menos. O engraçado de tudo isso foi ver as pessoas desesperadas, como se aquele tempo que armou fosse um ensaio para o fim do mundo se não o próprio, em poucos minutos a praia estava vazia. Tudo bem que tinha uma nuvem bem escura em cima de nós, mas pra quê todo o desespero, medo de se molhar como já disse não faz o menor sentido, raios talvez, mas não formou uma tempestade, apesar das nuvens bem carregadas, era apenas uma chuva. Não precisava ser um meteorologista pra saber. Todo esse desespero para uma hora de chuva que nem foi tão intensa. Sorte do ser que decide quando chove ou não. Por que vir a praia e ficar no apartamento o dia todo não dá não!