A saga da comida

 

Sabe, eu gosto do meu irmão e tudo, mas às vezes ele me tira do sério. Por exemplo hoje. Contar-lhes-ei.

Eu passei o dia todo em casa, vegetando. Bom, não necessariamente, mas passei o dia no msn, twitter e assistindo tv. Meu irmão, só pra variar passou o dia na casa do meu pai, e quando chegou estava, sei lá porque motivo, um pouquinho de mal humor. Ele nem foi estupido nem nada, só não deu ‘oi’ direito. Trazia uma pizza dessas congeladas que  compra-se no supermercado. Primeira coisa que perguntou foi:
– Vocês vão pedir comida?
Minha mãe respondeu que não e emendou um ‘Por que?’
– Porque se vocês forem pedir comida eu vou guardar a pizza. Mas vocês vão comer?
Mais uma vez mãe disse que não ia pedir e que também não queria comer. Eu, por minha vez, disse que buscaria um cachorro quente mais tarde.
E tudo correu bem, ele colocou a pizza assar… e na hora de comer, por algum motivo desconhecido ele achou que a pizza estava ruim.
Ele fez-nos provar a pizza que aparentemente não queria dividir. Cheguei a essa conclusão pelo fato de ele ter perguntado “nem a Carol?” quando minha mãe disse que não comeria. Ela não estava ruim, apenas crua. O moleque coloca a pizza congelada no forno e acha que em dez minutos ela estará pronta? Não mesmo!
Eis que a criança (que não é mais tão criança) decide por defeito na batata palha. Sim, ele colocou batata palha em cima da pizza e disse que essa estaria ruim por causa da pobre batata. Eu tinha aberto o pacote na hora do almoço. Isso era simplesmente impossivel. Tentei explicar, inutilmente.

Troquei-me, e anunciei:
– Tô indo buscar um cachorro quente!
– Então vou com você.

Pensei “WTF? Chega e não quer dividir uma pizza e eu tenho que pagar um lanche pra você? No way!”
– Mãe, vou precisar de dinheiro então. (De fato, porque cinco reais era tudo o que eu tinha)
Ela mandou eu pegar o dinheiro que estava no quarto dela.. e eu fui, feliz e com muita fome, buscar o lanche.
Problema foi: o cachorreiro(pessoa que faz o cachorro quente, para os desavisados) não estava lá, virei na próxima esquina voltando para casa. Eu queria cachorro quente não queria outra coisa. Acontece que o irmão ficou meio bravinho com isso.
– Você tá indo pra casa?
– Sim.
– Ah!
– Por que? Você quer alguma coisa?
– Mas aí eu vou comer sozinho?
– É Pedro, eu queria cachorro quente, não tem, eu vou pra casa.

É um raciocinio simples, estou errada? Mas ele não pensa assim…

– Ah, então não…
– Mas você não quer nada, a gente já tá aqui mesmo.
– Não, deixa.
– Não tem nada que você esteja com vontade?
– Não, deixa.

E aí rolou um discussão do tipo “Por que você está brava? não estou, não precisa falar assim. Tudo bem você está certo.”

Bom, não quer, não quer. Vou pra casa mesmo então. – pensei. Doce ilusão! Chego na esquina de casa ele diz:
– Um lanche do posto.
Sim, eu tive vontade de matá-lo, mas apenas continuei indo reto em direção ao posto. Comprou o lanche dele, viemos pra casa, ele comeu o lanche. Eu sabia que tinha strogonoff na geladeira então decidi comer. Ofereci pra minha mãe que também não tinha comido nada até então. Ela disse que não queria. Ok. O problema é: Sou um pessoa muito boazinha! Sabendo que o irmão gostava de strogonoff ofereci, mas esperava de fato que ele não aceitasse, porque tudo o tinha sobrado eram duas colheres.

– Pepeu, quer strogonoff?
– Só um pouquinho!

Mas tudo o que tinha era um pouquinho. Ele não sabia, maaaas… poderia ter tido o bom senso, whatever
Fato é que eu acabei ficando sem janta, porque sim, eu deixei as duas colheres de strogonoff pro meu irmão comer.

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