Enquanto isso… no médico…

 

Dizem as más linguas que eu tenho problemas tireoidianos, fiz um tratamento em 2009 mas parei na metade do mesmo. Depois de muita insistência resolvi então marcar o endocrinologista.

Já conhecia esse médico (por algum motivo não citarei o nome do sujeito aqui) e não gostei dele a primeira vez que fui. Porém os outros endocrinologistaa só tinham consulta para outubro se eu não me engano, o que de certa forma me obrigou a marcar a consulta com esse.

Sem saída, livrei-me dos preconceitos e fui, numa boa. Quando entrei a sala do moço continuava exatamente do mesmo jeito que era da primeira vez, exceto pelas orquídeas, parecia um orquidário o negócio. Sério, ele deveria ter uns dez vasos com orquideas lá.  A sala dele não é um consultório médico, parece uma sala de tv.. sem a tv. Três poltronas com um carpete. Digam-me qual outra especialidade médica usa poltronas ao invés de mesa e cadeira fora os psicólogos e psiquiatras? E ainda assim eu acho que essas especialidades usam mesa, cadeira E poltronas.

Entrei, sentei e ele perguntou:
– Tem alguma coisa errada?
“Não, sabe o que é.. eu pago Unimed… aí como quase não uso resolvi aproveitar e visitar um médico por mês.. fazer amigos, sei lá!” – pensei nisso mas não disse, de repente sou mais politicamente correta do que gostaria. Expliquei sobre o tratamento que fiz com o médico de São Paulo, falei dos remédios e ele me interrompeu…
– Você não precisa tomar os remédios ainda bem que parou..
Continuei contando minha história, e ele perguntou alguma coisa que eu não lembro direito o que era.. eu sei que comecei explicar o que era e ele me interrompendo.. e eu mandei um:
– Você vai me deixar falar?
– Você vai continuar enrolando?
Ei, ei, ei..  você que dá uma de psicólogo.. agora não quer ouvir?
Comentei algo sobre os amigos e ele de novo me interrompeu:
– É mas a gente não pode acreditar nos amigos, eles sempre mentem pra gente!
“Qualé mermão?!?! Se você não tem bons amigos a culpa não é minha… Você que deve ser mal amado não eu!” – De novo contive-me.

Foi justamente essa atitude de psicólogo que me fez desgostar dele lá atrás, fiquei com raiva de mim por ter tentado de novo. Fato é que se eu quisesse consultar um psicólog procuraria um psicólogo, não um endocrinologista.

Mas é sempre assim… só acontece comigo.  Durante o restante da consulta tentei focar minha atenção em outras coisas… e no fim ele pediu uns exames e me mandou voltar daqui a DOIS meses. QUALÉMERMÃO?!?! 

mas tá né!

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Mudando de saco pra mala…

Pediram-me que divulgasse uma coisa aqui e não seidireito porque faço.
Clique aqui e vote no rapaz aí que tá concorrendo uma participação no filme Faroeste Caboclo, que contará a história do João de Santo Cristo, personagem principal da música de mesmo nome, em um longa metragem. O projeto parece bacana… ajuda o moço aí!

Alegro-me fácil, o contrário também é valido!

 

Bom…  cá estou sentada na minha ‘escrivaninha’, pela primeira vez, escrevendo aqui… (Normalmente escrevo na cama.. heheh)

Tenho dois assuntos a tratar aqui hoje.  Então vaí lendo aí que você descobre… 😉

1. Tuitadas

Dias atrás eu estava assistindo séries no meu amado laptop, e claro, só pra variar estava também no tuiter. Não escrevo taaaaaaaanto assim lá, mas falo bastante, retuito muito e principalmente leio tudo. Sim, TUDO.

Eram cinco horas e alguns minutos da manhã, e eu tava nerdiando quando o Felipe Neto falou alguma coisa sobre o último vídeo dele sobre dublagem. Não sei direito qual foi a confusão, o fato é que os dubladores estavam ‘por demais’ bravos com ele. E eu como, sei lá, gosto de aparecer (gosto?), na verdade eu só gosto de falar quando tenho uma opinião a respeito. Eu falei e ele me respondeu. e eu fiquei feliz… aaa qual é ele é uma celebridade agora, e eu fiquei feliz pq ele respondeu a mim, uma idiota que não se contém quando tem uma opinião oras, e claro.. registrei o momento… =D

É pois é... bobisse minha, mas....

 Não, eu não tive o trabalho de recortar nada do ‘printscreen’, assim eu digo porque eu acho que isso aconteceu, se prestarem atenção verão a hora ali no canto inferior direito.  Assim e quem quiser saber o que Felipe Neto disse sobre o assunto. Clica aqui!

O mesmo aconteceu com Izzy Nobre do Hoje é um Bom Dia. Ele falava de ‘trago’ e ‘trazido’ e explicava a diferença entre cada um dos verbos conjugados. Trago seria primeira pessoa do presente indicativo do verbo tragar já o trazido seria participio passado de trazer. portanto a frase que ele usava em questão estava certa.. (Eu sei que trago também é presente indicativo de trazer), então a discuçãos girava em torto disso.. e eu me dei conta de que não sei messsssmo sintaxe, e de novo com aminha mania de dar opinião em tudo e falar algo sobre tudo…

ops!

E claro, como não poderia deixar de ser, Izzy me respondeu com uma boa gargalhada!  Que eu compreendo, estando ele morando no Canadá a quase dez anos e…  É, shame on me! No entanto fiquei feliz por ele ter ao menos zuado comigo.

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Hoje eu disse que iria a uma audiência, não direito o que eu ia fazer, mas meu pai tinha me pedido pra ir. Eu havia concordado e ganharia 50 reias por estar lá… (dinheiro fácil assim, quem não quer?)

Todos os dias almoço no meu pai, hoje quando cheguei toda malacafenta, meu pai perguntou:
– Você tá lembrando que a gente tem uma audiência hoje né?
Caramba como pude esquecer disso… droga! – pensei, mas respondi diferente..
– aiiii.. não. e fiz uma cara de culpada.
– 3:30pm fique pronta ás 2:50pm que eu passo lá na mãe te pegar.

Almocei, vim pra casa, tomei meu banho, arrumei o cabelo, fiz uma maquiagem básica, afinal eu iria a uma audiência. Passei minha roupa. Eis que 2:45pm eu estava pronta, meu pai me liga, achei que ele tinha buzinado e eu não tinha escutado. Atendi:
– Carol, não vamos mais.
– Ah! Tá. – não consegui esconder a frustração na minha voz.
– Mas você ganha os 50 reais do mesmo jeito.
– Ah sim, mas não é por isso.. É que eu já estava pronta.
– É eu também.

Grande coisa ele estar pronto, ele já é advogado ele estaria pronto de qualquer jeito, eu é que perdi metade da tarde!

Bom, pelo menos ganhei R$50,00.

A mudança, o ar, e o trabalho…

 

Depois de um dia maluco, preocupada com o trabalho… chego a faculdade, que agora é universidade! hehehe Estando um pouco atrasada vou “correndo” para a minha sala, primeiro corredor sala 26. É pra lá que eu tenho ido todas as noites desde o dia 28 de fevereiro.

Por que as pessoas tem a terrivel mania de andar em quatro em um corredor estreito? Eu não tenho nada a ver com a vida delas, mas ‘simancóu’ falhou aí em algum lugar! Quer andar devagar e fechar o corredor a fim de manter contato visual com os colegas, ok. Mas peloamordedeus deixa quem está atrás passar! Mas divago! (cliquem aí e descobrirão de quem eu plagiei a expressão)

Onde estava? Ah sim..  indo para sala..
Sala vinte e seis, primeiro corredor. Assim que consegui livrar-me das pessoas que atrapalhavam a passagem cheguei na metade do corredor, percebi um fluxo diferente, as pessoas estavam vindo,  sentido contrário as salas de aula, mas a gente nunca sabe. Segui meu caminho imaginando que essas deveriam ter alguma palestra no DCE ou sei lá. Chego na minha sala e… “Ops… festa estranha, gente esquisita eu não tô legal.” De fato, uma galera que eu não fazia idéia de onde teria surgido… olho do lado da porta e vejo um aviso ” 4 ANO LETRAS – SALA 68″ Poxa vida, aquela não era mais a minha sala. Felizmente, para a minha felicidade, (eu sei que isso é muitíssimo redundante, mas é divertido) eu não cheguei a entrar na sala, porque os alunos estranhos ainda estavam para fora. Parti em direção a minha nova ‘casa’. Juro, eu andei, andei, andei e a tal da sala 68  não chegava nunca… Pois é, ela é a última sala do corredor. Entrei. “Pelo menos tem ar condicionado” (Já eu falo dele também).Agora estava sã e salva, na sala de aula. 
Não sei se já passaram por isso, mas normalmente começo de semestre ou quando estão distraídas as pessoas tendem a entrar em salas erradas. Como hoje mudaram as turmas de sala, o que explica o fluxo em sentido contrario, isso aconteceu bastante. A pessoa normalmente não bate quando vai entrar em sua própria sala de aula, o que eu não acho certo at all, elas entram direto, quando dão de cara com uma sala cheia de gente desconhecida a reação do errante é,  no minimo, engraçada para a platéia, é claro. Alguns ficam vermelhos, amarelos, roxos, etc.. Outros fazem piadinhas… Mas os mais engraçados são os ‘alienados’. O sujeito abre a porta dá uma olhada geral e pensa “De onde surgiram essas pessoas?”, quando ele resolve perguntar, “ué, não é enfermagem aqui não?”. Evidente que não, caro colega,  uma vez que você não conhece ninguém. O sujeitoo então faz uma cara “wtf, não entendo mais nada” fecha a porta e vai embora. Vai dizer que isso nunca aconteceu com você? No entando, mais engraçado ainda é quando isso acontece com um professor. Conto-lhes o relato do meu professor: “Eu, desavisado, entro na (antiga) sala de vocês com o copo de água na boca, vou colocando minhas coisas na mesa…  só percebi quando umas meninas começaram a rir da minha cara, peguei tudo e saí.” O professor está automaticamente programado para ir àquela sala, então ele nem olha direito pra turma quando entra.

Eu disse ali em cima que quando entrei na minha sala pensei: ‘Pelo menos tem ar condicionado’, a outra sala também tinha, mas não funcionava o que deixa o fato “ter ar condicionado” não muito relevante. Porém essa nova sala tem, e funciona! ‘Obaaaa, passar calor na faculdade nunca mais!’ Enganei-me! A temperatura na sala estava agradável, mas alguém sentia frio, e esse alguém sem pensar muito nas outras pessoas na hora do intervalo foi pedir que desligassem o ar. Eu até entendo, uma vez que o ar estava indo direto nela. “Mas está calor minha amiga, não quer o ar na sua cabeça muda de lugar não estrague a comodidade dos outros…” Mas nem todo mundo pensa coletivo, fato é que chegada as últimas aulas a sala parecia uma sauna, sim uma sauna, e com pelo menos 20 pessoas respirando o mesmo ar quente… ecaaa..  nessa altura já começava a suar.. O que de fato piorou quando fui apresentar o trabalhosíssimo trabalho.

O trabalho! Meu amado professor de estágio resolver dar um trabalho para fazermos logo no primeiro dia de aula (Que maravilha!!). Teriamos que preparar uma aula de Língua Inglesa dentro de um método pré determinado por ele. O nosso, meu e da Ju, foi o tal do método Callan. Tenho certeza que só professores hiperativos conseguem ensinar nesse método aí, já que é preciso falar 210 palavras por minuto. Sim ele é muito, muito, muito rápido. Digite Método Callan no youtube e você verá, depois volte e comente aqui, se eu estiver errada pode me xingar! Por esse motivo estavamos nervosas e apreensivas com essa apresentação. Eu não sou de ficar nervosa, mas dessa vez estava realmente, eu tremia. Apresentamos o trabalho, rolou uma discussão bacano no fim, talvez por ser uma metodologia desconhecida pela maioria. Foi melhor do que esperava, muito melhor. Ao fim da aula quando todos já tinham ido embora consegui um feedback do professor.
– Como foi professor?
– Foi ótimo era isso mesmo que eu esperava! Que vocês mostrassem como era o método de fato.
– Que bom! Mas foi díficil pra gente.
– Sim, é um método díficil. Por isso tive que dar para quem tem um bom nível linguistico da Lingua Inglesa!  (Ok..  eu me senti agora, e sei que Juliane tambem!) Mas você viu como é gostoso descobrir novos métodos?!
Resumindo, o trabalho para fazer o trabalho valeu a pena..  E tiramos um caminhão de chumbo das costas agora!!!

É isso aí!!!

A saga da comida

 

Sabe, eu gosto do meu irmão e tudo, mas às vezes ele me tira do sério. Por exemplo hoje. Contar-lhes-ei.

Eu passei o dia todo em casa, vegetando. Bom, não necessariamente, mas passei o dia no msn, twitter e assistindo tv. Meu irmão, só pra variar passou o dia na casa do meu pai, e quando chegou estava, sei lá porque motivo, um pouquinho de mal humor. Ele nem foi estupido nem nada, só não deu ‘oi’ direito. Trazia uma pizza dessas congeladas que  compra-se no supermercado. Primeira coisa que perguntou foi:
– Vocês vão pedir comida?
Minha mãe respondeu que não e emendou um ‘Por que?’
– Porque se vocês forem pedir comida eu vou guardar a pizza. Mas vocês vão comer?
Mais uma vez mãe disse que não ia pedir e que também não queria comer. Eu, por minha vez, disse que buscaria um cachorro quente mais tarde.
E tudo correu bem, ele colocou a pizza assar… e na hora de comer, por algum motivo desconhecido ele achou que a pizza estava ruim.
Ele fez-nos provar a pizza que aparentemente não queria dividir. Cheguei a essa conclusão pelo fato de ele ter perguntado “nem a Carol?” quando minha mãe disse que não comeria. Ela não estava ruim, apenas crua. O moleque coloca a pizza congelada no forno e acha que em dez minutos ela estará pronta? Não mesmo!
Eis que a criança (que não é mais tão criança) decide por defeito na batata palha. Sim, ele colocou batata palha em cima da pizza e disse que essa estaria ruim por causa da pobre batata. Eu tinha aberto o pacote na hora do almoço. Isso era simplesmente impossivel. Tentei explicar, inutilmente.

Troquei-me, e anunciei:
– Tô indo buscar um cachorro quente!
– Então vou com você.

Pensei “WTF? Chega e não quer dividir uma pizza e eu tenho que pagar um lanche pra você? No way!”
– Mãe, vou precisar de dinheiro então. (De fato, porque cinco reais era tudo o que eu tinha)
Ela mandou eu pegar o dinheiro que estava no quarto dela.. e eu fui, feliz e com muita fome, buscar o lanche.
Problema foi: o cachorreiro(pessoa que faz o cachorro quente, para os desavisados) não estava lá, virei na próxima esquina voltando para casa. Eu queria cachorro quente não queria outra coisa. Acontece que o irmão ficou meio bravinho com isso.
– Você tá indo pra casa?
– Sim.
– Ah!
– Por que? Você quer alguma coisa?
– Mas aí eu vou comer sozinho?
– É Pedro, eu queria cachorro quente, não tem, eu vou pra casa.

É um raciocinio simples, estou errada? Mas ele não pensa assim…

– Ah, então não…
– Mas você não quer nada, a gente já tá aqui mesmo.
– Não, deixa.
– Não tem nada que você esteja com vontade?
– Não, deixa.

E aí rolou um discussão do tipo “Por que você está brava? não estou, não precisa falar assim. Tudo bem você está certo.”

Bom, não quer, não quer. Vou pra casa mesmo então. – pensei. Doce ilusão! Chego na esquina de casa ele diz:
– Um lanche do posto.
Sim, eu tive vontade de matá-lo, mas apenas continuei indo reto em direção ao posto. Comprou o lanche dele, viemos pra casa, ele comeu o lanche. Eu sabia que tinha strogonoff na geladeira então decidi comer. Ofereci pra minha mãe que também não tinha comido nada até então. Ela disse que não queria. Ok. O problema é: Sou um pessoa muito boazinha! Sabendo que o irmão gostava de strogonoff ofereci, mas esperava de fato que ele não aceitasse, porque tudo o tinha sobrado eram duas colheres.

– Pepeu, quer strogonoff?
– Só um pouquinho!

Mas tudo o que tinha era um pouquinho. Ele não sabia, maaaas… poderia ter tido o bom senso, whatever
Fato é que eu acabei ficando sem janta, porque sim, eu deixei as duas colheres de strogonoff pro meu irmão comer.